quinta-feira, 30 de março de 2017

FINAL DE DOMINGO À TARDE.


Sentado num banco, branco, feito de um antigo cofre,virado de boca para baixo e duro, por ser de ferro,úmido por ter chovido, observo meu final de tarde de domingo.
Como pássaros em revoada voltando para seus ninhos, às pessoas se cruzam em um desenfreado vai pra lá e vem pra cá. Umas correndo, em exercício físico, outras andando com pressa, outras lentas curtindo o final do fim de semana. Pessoas dirigindo carros novos, alguns nem tanto e outros velhos de dar dó. Dirigem umas com semblantes felizes, à final seu domingo foi maravilhoso, acordou disposto depois de uma noite bem dormida,o almoço com a família e amigos foi alegre,saudável e o retorno está como programado.Dirigem outras carrancudas, cisudas, semblantes extremamente carregado pelas angústias de estar vivendo tormentos pessoais de caráter os quais não podemos dizer com certeza.
E fico eu,em meio a  confusões de pensamentos,à querer desvendar o vai e vem de seres  humanos movimentando todos tipos de energias possíveis movendo corpos e pensamentos, de todos tipos já vistos por ai nessa minha vida de encarnado à procura de respostas para desenvolvimento espiritual .
Deveria, as pessoas enquanto nessa passagem terrena, procurar saber verdadeiramente qual à direção quer realmente tomar; e qual seu ponto a ser alcançado. E será que alguém se preocupa com esse detalhe em seu conturbado cotidiano?
será que sabemos nós a direção correta a que seguirmos?
Amanhã quando fizermos a travessia dos desencarnados saberemos.
                  E que assim seja!

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